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Polilaminina: sete pacientes que receberam substância morreram desde fevereiro

Sete pacientes que receberam polilaminina morreram desde fevereiro, quando começaram as aplicações da substância em casos de uso compassivo no Brasil. Mais de 100 pessoas já receberam o tratamento, segundo dados apresentados pela pesquisadora Tatiana Sampaio.

A polilaminina é uma substância experimental estudada para tratar lesões na medula espinhal. A proposta é estimular a regeneração dos nervos e ajudar na recuperação de movimentos e sensibilidade.

Dos pacientes que receberam a substância, 17 já completaram seis meses de acompanhamento. Segundo os dados apresentados, dez tiveram alguma evolução clínica. Isso não significa, porém, que tenham recuperado os movimentos, já que a avaliação também considera a sensibilidade e outras funções neurológicas.

Sobre as mortes, o Laboratório Cristália informou que os casos foram analisados pela farmacovigilância e que não foi identificada relação entre os óbitos e a polilaminina. O laboratório também afirmou que a maioria dos pacientes não apresentou efeitos adversos.

A substância ainda não é um tratamento aprovado pela Anvisa. Em janeiro de 2026, a agência autorizou um estudo clínico de fase 1 para avaliar principalmente a segurança da polilaminina. Novas etapas de pesquisa ainda serão necessárias para confirmar se ela é eficaz no tratamento de lesões na medula.

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